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Coreia do Norte diz ter testado com sucesso ‘bomba de hidrogênio’

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A Coreia do Norte desenvolveu e detonou uma bomba de hidrogênio compacta que pode ser instalada em um míssil balístico intercontinental (ICBM), afirmaram neste domingo (03/09) os meios de comunicação estatais do regime de Kim Jong-un.

A agência KCNA fez o anúncio depois que as agências geológicas registraram um terremoto artificial (provocado pelo homem) no nordeste do país, que ocorreu pouco depois da detonação subterrânea do artefato, que parece ter sido testado sem o míssil.

O mesmo veículo de comunicação distribuiu uma fotografia de Kim ao lado da suposta “bomba H” acompanhado de cientistas nucleares e oficiais do alto escalão do Departamento de Indústria de Armamentos do Partido Central dos Trabalhadores, mas, como é habitual, não deu detalhes do local nem a data do ato.

 

O líder norte-coreano “manifestou seu grande orgulho por apoiar as forças nucleares” e por comprovar como o regime Juche (a ideologia oficial norte-coreana de autossuficiência) “consegue desenvolver uma arma explosiva termonuclear com os seus próprios esforços e tecnologia”, segundo a KCNA.

Os cientistas norte-coreanos “melhoraram o rendimento técnico” do explosivo acima do nível da primeira bomba H testada pelo país asiático, acrescentou a KCNA.

Em janeiro do ano passado, a Coreia do Norte detonou no interior das suas galerias subterrâneas o que assegurou que era uma bomba de hidrogênio, mas a análise posterior indicou que se tratava de um artefato menos potente que uma bomba H.

Além disso, no início de julho deste ano, o hermético regime realizou dois testes com mísseis balísticos intercontinentais, que foram seguidos por testes com projéteis de menor alcance, o último deles na terça-feira, que sobrevoou o território japonês.

Terremoto foi “possivelmente” causado por novo teste

Um terremoto de 5,6 graus de magnitude foi detectado na Coreia do Norte próximo a algumas instalações nucleares do país.

O tremor foi detectado à 12h36 (horário local, 0h36 em Brasília) na província de Hamgyong do Norte, no nordeste do país e fronteiriça com a China, onde fica a base de testes nucleares de Punggye-ri, local dos cinco testes atômicos norte-coreanos anteriores.

O regime norte-coreano não divulgou a potência da bomba testada neste domingo. A organização norueguesa Norsar, que monitora testes nucleares e terremotos, estimou que a explosão alcançou 120 quilotons – para efeito de comparação, a bomba lançada sobre Hiroshima tinha 15 quilotons.

Mas funcionários do governo sul-coreano fizeram uma estimativa mais modesta, apontando que a bomba tinha 50 quilotons – ainda assim a maior explosão do gênero já realizada pelo regime norte-coreano, mas ainda assim bem distante da potência das bombas de hidrogênio testadas pelos EUA e pela União Soviética durante a Guerra Fria.

O governo de Seul anunciou a convocação de uma reunião de emergência do Conselho Nacional de Segurança, em declarações de uma porta-voz publicada pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.

O governo japonês, por sua vez, também confirmou a detecção do tremor, que, segundo disse em coletiva de imprensa seu ministro porta-voz, Yoshihide Suga, “possivelmente” foi provocado por uma explosão nuclear.

O Exército sul-coreano elevou seu nível de alerta ao máximo diante da nova provocação do país vizinho, enquanto que Tóquio enviou aviões de reconhecimento das suas forças aéreas para medir possíveis variações nos níveis de radiotividade no ar.

Tóquio, Seul e Washington querem fazer uma conferência por telefone neste domingo para analisar a situação e dar uma resposta conjunta ao novo teste nuclear de Pyongyang, que acontece na mesma semana em que o regime de Kim Jong-un lançou um míssil balístico que caiu no Pacífico.

O sexto teste nuclear norte-coreano acontece algumas horas depois de Pyongyang ter anunciado que desenvolveu uma bomba de hidrogênio que pode ser instalada em um míssil balístico intercontinental (ICBM).

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Putin se pronuncia sobre ataques dos EUA na Síria e apela a reunião extraordinária na ONU

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Neste sábado (14), o presidente russo Vladimir Putin fez uma declaração na sequência do ataque de mísseis contra a Síria pela coalizão internacional liderada pelos EUA e comunicou que Moscou está convocando uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU.

Da agência SPUTNIK – “A atual escalada em torno da Síria afeta de modo destrutivo todo o sistema de relações internacionais. A história vai decidir tudo, ela já colocou sobre Washington a responsabilidade pela repressão sangrenta na Iugoslávia, no Iraque, na Líbia”, disse Putin em um comunicado divulgado pela assessoria de imprensa do Kremlin.

“A Rússia convoca uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU para discutir as ações agressivas dos EUA e seus aliados”, informou o presidente.

Além disso, Putin frisou que a Rússia condena “do modo mais resoluto” o ataque contra a Síria, onde os militares russos ajudam o governo legítimo a combater o terrorismo.

“Em 14 de abril, com a ajuda dos seus aliados, os EUA efetuaram um ataque de mísseis contra os objetivos militares e civis na República Árabe da Síria. Sem o aval do Conselho de Segurança da ONU, violando a Carta da ONU e as normas e os princípios do direito internacional, foi realizado um ato de agressão contra um país soberano que está na vanguarda da luta antiterrorista”, manifestou.

“Com suas ações, os EUA agravam ainda mais a catástrofe humanitária na Síria, fazem sofrer a população local, favorecem de fato os terroristas que têm atormentado o povo sírio por sete anos e provocam uma nova onda de refugiados a partir deste país e de toda a região em geral”, frisou Putin.

Para mais, o líder russo observou que os EUA, tal como um ano atrás ao atacar a base aérea de Shayrat, usaram como pretexto uma encenação do uso de substâncias tóxicas contra a população civil e ressaltou que “os especialistas militares russos que foram ao local do incidente não detectaram nenhuns vestígios de cloro ou outra substância tóxica” e “nenhum residente local confirmou o fato”.

O pretexto para realização do ataque de mísseis contra a Síria foi o incidente em 7 de abril, na cidade síria de Douma, onde alegadamente teriam sido usadas as armas químicas. Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, o ataque de mísseis foi efetuado por aviões e navios dos EUA, junto com o Reino Unido e a França, na madrugada deste sábado.

 

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Opinião: EUA atacaram Síria porque não suportam derrota de ‘seus’ grupos terroristas

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Especialista político explica que razões estão por trás do recente ataque lançado pelos EUA e seus aliados contra a Síria.

Do SPUTNIK BRASIL – O ataque conjunto realizado neste sábado pelos EUA, Reino Unido e França contra a Síria teve lugar porque essas potências ocidentais “não suportam a derrota” de “seus” grupos terroristas que operam em território sírio, onde os extremistas “praticamente foram eliminados”, opina o analista político Basem Tajeldine.

O especialista supõe que o bombardeio contra Damasco “não é justificado” e “não há provas” do suposto ataque químico levado a cabo na semana passada na cidade síria de Douma (Ghouta Oriental) e que Washington e seus aliados usaram-no como pretexto para atacar o país árabe.

Ao mesmo tempo, ele afirma que os Estados ocidentais, com ajuda de seus meios de comunicação, “são muito bons” em “construir ‘shows’ mediáticos e manipular a informação”, justificando, assim, sua agressão.

“A melhor explicação deste bombardeio é a reação desesperada dos EUA” que tentam “apoiar os grupos terroristas derrotados”, violando o direito internacional e o raciocínio, afirmou.

‘Falsos argumentos para justificar o ataque’

Tajeldine sublinha que o ataque aéreo contra Síria se realizou na véspera de a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) iniciar sua investigação sobre o suposto ataque químico na cidade síria de Douma.

EUA e seus aliados “déspotas” têm “estado utilizando falsos argumentos para agredir a Síria” e planejavam fazer com este país o que já fizeram com a Líbia e o Iraque, assegurou.

No entanto, o especialista político está seguro que eles “subestimaram” o apoio prestado a Damasco pelo Irão e pela Rússia, sendo que os EUA e seus aliados europeus não conseguiram atingir todos os alvos que planejavam afetar.

Para concluir, o analista indica que a única forma como a Síria pode dissuadir e deter este tipo de agressões por parte de “assassinos” como o imperialismo é “armar-se como o fazem o Irã ou a Coreia do Norte, apesar das críticas que têm que enfrentar”.

 

 

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Chefe da CIA anuncia fim da ‘política branda’ em relação à Rússia

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O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), Mike Pompeo, declarou nesta quarta-feira (12) o fim da ‘política branda’ em relação à Rússia, mas observou que os esforços diplomáticos continuariam.

“A Rússia continua a agir de forma agressiva, viabilizada por anos de política branda em relação a essa agressão. Agora isto acabou. A lista de ações da nossa administração para aumentar o custo para Vladimir Putin é longa”, disse ele em um depoimento por escrito pro Congresso.

“As ações desta administração deixam claro que a estratégia de segurança nacional do presidente [Donald] Trump, por direito, identificou a Rússia como um perigo para nosso país. Nossos esforços diplomáticos com a Rússia serão desafiadores, mas como em casos anteriores de confrontação com Moscou, eles devem continuar”, acrescentou.

Anteriormente, os EUA revelaram novas sanções contra a Rússia, atingindo 38 indivíduos e entidades russas. A embaixada russa nos Estados Unidos disse que as sanções foram outro golpe nas relações bilaterais, acrescentando que as sanções vão prejudicar milhares de cidadãos russos que fazem parte dos negócios que sofreram restrições.

O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, disse mais tarde que a Rússia se reserva o direito de responder às novas sanções norte-americanas.

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