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ELEIÇÕES

COMEMORAÇÃO DISFAÇADA: MARINA SILVA DEFENDE DECISÃO ARBITRÁRIA DE MORO

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Depois de se juntar a Aécio Neves e apoiar o golpe parlamentar de 2016 que tirou a presidente Dilma Rousseff da presidência, a ex-candidata tenta ser lembrada pela maioria do brasileiros como postagens no twitter defendendo as ações da Lava Jato, ainda que arbitrárias.

Após ordem do juiz federal Sérgio Moro, de prender o ex-presidente Lula, mesmo antes do fim da tramitação de todos os recursos no TRF4, Marina Silva postou no Twitter:  “A prisão de um ex-presidente é um acontecimento triste em qualquer país. No entanto, numa democracia, as decisões da Justiça devem ser respeitadas por todos e aplicadas igualmente para todos”, disse a ex-senadora Marina Silva, candidata pela Rede, sem lembrar que Lula foi condenado sem provas, num tribunal de exceção, e antes do trânsito em julgado.

“Há muitas pessoas de diversos partidos acusadas de corrupção e as que ainda não foram alcançadas pela Justiça é porque estão escondidas sob o manto da impunidade do foro privilegiado”, afirma.

Confira, abaixo, os tweets de Marina Silva:

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BRASIL

Relações gramaticais nas manchetes de uma fraude eleitoral: modo de usar

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GGN – A melhor maneira de catar manipulação ou enviesamento numa manchete é observar as relações gramaticais que ela estabelece na oração, que trazem a linha de como ela vai contar a história.

Quem é o sujeito? Que tipo de sujeito é? Humano? Animado? Inanimado?  É uma coisa/ideia? Qual é o verbo que esse sujeito aciona, e que outros tipos de sujeitos podem acionar esse verbo? E o complemento pra sujeito e verbo, qual é? Quem é complemento pode ser sujeito? Como e por quê? Qual a ordem dos constituintes na frase? Qual o tópico pragmático de cada frase? Por que tais escolhas pragmáticas?

(Não custa aqui deixar claro que esta autora entende como fato que o sujeito Folha de São Paulo acionou o verbo denunciar que pediu os complementos “o presidenciável do PSL por abuso de poder econômico e político”: A Folha de São Paulo denunciou [em matéria de capa] o presidenciável do PSL por abuso de poder econômico e político. Tudo o que aconteceu depois disso foi consequência. A primeira a acionar o verbo foi a Folha – um sujeito de perfil institucional, diga-se.)

Isto posto, vamos aplicar a lista de perguntinhas do segundo parágrafo às manchetes de hoje sobre o Zapgate / Roger Whats / Lavazap (ainda não escolhi qual o melhor nome pra batizar o ocorrido. Na dúvida, uso todos. Desculpem.)

Vamos começar pela acionadora de verbos de ontem, a Folha, que traz na capa:

  1. Bolsonaro nega controlar uso ilegal de redes sociais

Temos um sujeito humano (estou no campo da semântica, não da política) que acumula a função pragmática de tópico, ou seja, é o assunto da frase. É de Bolsonaro que vamos falar, é ao redor dele que tudo vai girar. Bolsonaro aciona um verbo de semântica negativa (negar) que pede um complemento, no caso uma segunda oração (controlar uso ilegal de redes sociais). Pra quem se esqueceu da dica da tia Maricota na escola, um verbo = uma oração.

Nessa segunda oração temos um detalhezinho que escapa aos olhos mas não à compreensão: o que Bolsonaro nega é controlar o uso ilegal de redes sociais. Ele não nega nem a existência nem a ilegalidade do uso das redes sociais. Ela apenas nega o controle.

Vamos acompanhar agora Globo e Estadão. A começar pelo colega paulistano, que traz a palavra whatsapp numa manchetinha tão pequenininha que eu tive que dar CTRL + no meu navegador para dar zoom e conseguir ler. Vou colocar até a legendinha que acompanha a manchetinha – o diminutivo é pra ser lido com ironiazinha, fazendo o favorzinho.

  1. Campanhas gastam R$ 3 milhões no Whatsapp
    Foram contratados serviços de disparo de até 1 milhão de mensagens de uma só vez e compra de listas de telefones, o que é ilegal. Valor declarado está subnotificado.

Comecemos pelo sujeito. Campanhas. Metonímia que, discursivamente, tem a importante função de mocozar responsabilidades. Seres humanos, legalmente imputáveis, agiram de maneira ilegal, mas aqui não foram identificados. Viraram “campanhas”. A despeito disso, o que mais me chamou a atenção foi o emprego do plural. No segundo turno, equivale dizer que ambos os candidatos agiram ilegalmente (não foi bem isso o que a Folha noticiou ontem, mas deixa pra lá). Também poderia implicar um pouquinho com a preposição (por que “no” whatsapp e não “com o” whatsapp?), mas também vou ignorar. Acordei boazinha hoje, sabe?

Passemos agora à legendinha que segue a manchetinha, que está uma delicinha:

Foram contratados serviços de disparo → por que a voz passiva aqui? Quem contratou? De quem esses serviços foram contratados? Cadê o agente dessa frase? Quem acionou o verbo contratar nesse furdunço? Jornalismo e apuração pra ajudar a reescrever essa legendinha, por onde andam?

Finalmente, a manchete do Globo. Sou obrigada a tirar o chapéu para a malemolência sintático-semântica do diário carioca:

  1. Campanha no whatsapp leva o PT a acionar TSE

Temos uma oração causativa se fazendo de superagente e aumentando a valência do verbo!!! [por favor, pensem naquele desenho do pica-pau das cataratas do Niágara, no momento em que o policial desce no barril e os turistas de capa amarela gritam EEEEE. Obrigada.]

Vamos bem devagarinho aqui.

A frase “original” é: PT aciona TSE. Temos um sujeito (institucional) comandando o verbo acionar, que transita sua ação do sujeito para o objeto direto – daí o nome transitivo direto. O sujeito tem poderes sobre o verbo.

Na manchete final, o sujeito original teve seu poder semântico de comando conduzido / motivado por forças externas. E que forças externas foram essas? A reportagem de um, vá lá, importante jornal do país? Não. Foi “campanha no whatsapp”. Sumiu Bolsonaro, sumiu PSL, sumiu empresário picareta, sumiu prática ilegal, sumiu Folha de SPaulo, sumiu jornalismo, sumiu tudo. Ficou só um troço insípido, inodoro e amorfo chamado “campanha no whatsapp”. Troço esse que tem poderes de comando sobre o PT. Ah, então tá bom!

Agora vocês fiquem aí remoendo tudo o que eu falei que eu preciso me decidir qual o melhor nome pro furdunço: Roger Whats? Zapgate? LavaZap? Oh, dúvida cruel…

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BRASIL

BOMBA: BOLSONARO ADMITE QUE FAZIA SEXO COM ANIMAIS. O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE ISSO? VEJA VÍDEO

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O que diz a Bíblia sobre sexo com animais?

Um vídeo esquecido pela maioria da população e publicado no youtube, revela o falso moralismo do candidato a presidente, deputado Jair Bolsonaro.

O vídeo cai como uma bomba no meio evangélico pela realidade assumida pelo deputado de, na sua época de faculdade, TER FEITO SEXO COM ANIMAIS.

O vídeo foi gravado para um dos quadros do programa CQC, apresentado pela rede Bandeirantes entre os anos de 2008 a 2015.

No quadro, o deputado se submeteu a um detector de mentiras e ao ser informado de que o equipamento contradizia suas declarações, o mesmo assumiu que sim, mentiu ao negar que fazia sexo com galinhas.

No vídeo, Bolsonaro ri, como se o que ele acabara de revelar que fazia – SEXO COM ANIMAIS – em rede nacional, fosse algo comum para a maioria dos jovens estudantes de faculdades.

Bolsonaro ainda fala de agressões a uma menina, ao 12 anos, como se estivesse falando de algo corriqueiro e aceito como natural.

Muitas comunidades evangélicas estão apoiando Bolsonaro, simplesmente, para evitar a vitória do PT.

Veja o vídeo e tire suas conclusões.

 

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ELEIÇÕES

Bolsonaro monta time de empresários milionários para atacar os trabalhadores

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A equipe do reacionário Bolsonaro já está reunindo apoio do setor privado para levar executivos ao governo. Só isso já escancara para quem Bolsonaro quer governar, mas pra além disso demonstra muito bem que o programa do candidato à presidência não tem interesse algum nos trabalhadores e setores oprimidos.

ED – Dentre esses empresários já estão amigos do escravista Paulo Guedes, o economista escolhido por Bolsonaro para continuar com os cortes e as reformas iniciadas pelo governo golpista de Michel Temer.

A lista de empresários é composta por Alexandre Bettamio, presidente executivo para a América Latina do Bank Of America, João Cox presidente do conselho de administração da TIM, e Sergio Eraldo de Salles Pinto, da Bozanno Investimentos (gestora de investimentos presidida por Guedes). Toda uma nova cúpula se forma, reconfirmando um sistema de acordos entre os de cima para garantirem seus privilégios às custas dos direitos dos trabalhadores. Lembremos o que Bolsonaro declarou em Debate na Rede Band em 09/08/2018: “Os empresários tem dito pra mim, que o trabalhador vai ter que decidir um dia menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego”. Um escravista miserável. Provas suficientes de para quem Bolsonaro pretende governar: para os grandes capitalistas e o capital financeiro estrangeiro, arrancando até a última gota de suor dos trabalhadores e todos os direitos trabalhistas.

O programa está não só de ouvidos abertos para os empresários mas de portas abertas para que eles estejam dentro do governo tomando as decisões, que sempre vão defender seus privilégios contra os direitos básicos da maioria da população.

Trecho do Debate na Band:

Não à toa o candidato vem angariando apoio da classe empresarial, que inclusive chantageia seus funcionários a declarar voto nele ou a opção são as demissões, como já foi o caso de Luciano Hang da Havan. À maneira de Macri, que transformou seu governo em uma verdadeira CEOcracia, recheando o governo com seus pares empresários , para gerir o Estado da maneira deles e descarregar os ajustes sob a população, com o retorno do FMI e a persistência de uma grave crise na Argentina.

Dono da Cosan, Ometto Mello, também disse apoiar Bolsonaro no segundo turno, para facilitar “a aplicação da reforma da previdência”. “Vou votar no (Jair) Bolsonaro, do PSL […] A prioridade zero tem de ser a reforma da Previdência, sem a qual o País vai ficar insolvente no médio prazo.

Ainda existem outros empresários na lista do candidato da extrema direita, representantes do setor financeiro como Roberto Campos Neto, diretor do Santander, como um símbolo dos chamados liberais autênticos ao poder. Bolsonaro atrai esse setor com o discurso que não contarão com interferência política para trabalhar. Ora, ao não interferir nas decisões do setor que detêm a matéria prima e os meios de produção é dar carta branca a qualquer tipo de ataque, exploração e opressão dos patrões.

Paulo Guedes, também poderá aproveitar membros da atual equipe econômica (base do governo golpista de Temer). O governo proposto pelo candidato Bolsonaro não tem nada de novo, nem inovador, é a cara mais tenebrosa que o golpe institucional consolidou, e já mostra na sua campanha que pretende governar junto de empresários e economistas burgueses para acentuar ainda mais a desigualdade entre em classes da forma mais opressora possível.

Bolsonaro, Paulo Guedes e Mourão representam os desejos mais escravistas da classe dominante contra a classe trabalhadora. São a continuidade selvagem de Temer, com um programa que busca aplicar as reformas que Temer não conseguiu. Bolsonaro já prometeu privatizar 50 estatais em seu eventual primeiro ano de gestão, além de “tirar o peso dos custos trabalhistas” das costas do empresariado – um aval à ameaça de Mourão de abolir o 13º dos trabalhadores. Estes defensores de torturadores, que entusiasmam oficiais de alta patente do Exército e o reacionário Clube Militar, e que foram beneficiados pelas manobras autoritárias do judiciário, odeiam as mulheres, os negros, os indígenas, os LGBTs. As bancadas da bala, do boi e da bíblia depositam suas esperanças de ajustes sangrentos contra a população na vitória de Bolsonaro, que tem apoio de setores das finanças e dos mercados.

Só a força da organização independente dos trabalhadores pode construir uma real força para se enfrentar com a odiosa extrema direita bolsonarista, e contra todos os ataques previstos para o próximo período, sendo Bolsonaro ou não o ganhador do cargo a presidência do Brasil. A estratégia de conciliação do PT mostrou que é incapaz de enfrentar seriamente a extrema direita. É necessário organizar uma grande força material dos trabalhadores, das mulheres, dos negros e dos LGBTs, em cada local de trabalho e estudo, capaz de articular uma poderosa frente única operária para a ação contra o avanço do bolsonarismo, que retome as entidades sindicais e estudantis das mãos das burocracias traidoras e as converta em instrumentos a serviço da luta de classes. O Esquerda Diário e o MRT dispõem todas as suas energias para essa batalha intransigente.

 

 

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