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Com prisão de Lula, Brasil entra em ‘época de turbulência’

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Com prisão de um dos políticos mais populares do Brasil, o país enfrenta vários perigos. Cresce o nível de indignação, as pessoas acreditam cada vez menos nos políticos no poder e têm pouca certeza sobre o que pode esperar o Brasil no futuro próximo.

Aleksandr Chichin no Sputnik –  Aleksandr Chichin, diretor da Faculdade de Ciências Econômicas e Sociais da Academia de Economia Nacional e Administração Pública russa, compartilhou com o serviço russo da Rádio Sputnik sua opinião quanto a detenção do petista.

Para analista, Lula é uma figura destacada que conta com muito apoio popular e claro que receberia a maioria dos votos se conseguisse participar das eleições presidenciais de 2018. Isso significaria o retorno à época do PT no Brasil que, segundo Chichin, foi um período de “renascença” em que foram realizados programas sociais notáveis e eficazes.

Hoje em dia, continuou, o Brasil tem um governo diferente com um rumo completamente diferente, em que o presidente Temer fez tudo para que os líderes do PT ficassem fora, começando com o impeachment de Dilma Rousseff, realizado em 2016, e agora já foi atingido o verdadeiro líder do partido, Luiz Inácio Lula da Silva.

As acusações contra Lula têm caráter bem duvidoso, opina Chichin. Falando do discurso do ex-presidente, o analista russo o comparou com o de Martin Luther King e o chamou de despedida brilhante por 12 anos. O que, afinal de contas, significa a prisão de Lula.

Primeiro, isto significa que o partido governante virou mais forte: dezenas de políticos do atual governo, inclusive o próprio presidente Temer, enfrentaram várias acusações de corrupção. Michel Temer esteve durante dois anos evitando o impeachment com respectiva ulterior investigação e prisão.

“Em relação a Lula o poder judicial funcionou de modo diferente. A acusação não comprovada sobre recebimento de uma quantia de dinheiro relativamente baixa simplesmente esmagou o ex-presidente e possível vencedor das presidenciais deste ano”, frisou Chichin.

Para ele, infelizmente, Lula não tem um substituto digno, além disso, Dilma Rousseff não pode liderar o PT.

Em conclusão, Aleksandr Chichin sublinhou que, com a prisão de Lula, a situação no Brasil está virando pouco clara. Não há nenhuma confiança no governo no poder, mas há a indignação popular com o fato de um líder que mostrou boas qualidades, um líder do povo, se encontrar na prisão.

“Assim, o Brasil entra em uma época de turbulência”, resumiu o especialista.

Em 7 de abril, o ex-presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, foi preso para cumprir uma pena de 12 anos e 1 mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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O PATO PATETA; A MELHOR MANIFESTAÇÃO POLÍTICA QUE JÁ ASSISTI

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Em Goiás, crianças cantam ‘O pato pateta’ para Temer.

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Veja os candidatos a presidente definidos nas convenções partidárias

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Candidatos à Presidência da República definidos em convenção para as eleições de 2018 (Foto: Reprodução)

Palavra Digital – No primeiro fim de semana de convenções nacionais, os partidos políticos confirmaram cinco candidatos a presidente da República: Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Rabello de Castro (PSC) e Vera Lúcia (PSTU). As convenções têm de ser realizadas até 5 de agosto, e o prazo para pedir o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral encerra-se em 15 de agosto.

A lei eleitoral permite, a partir da homologação das convenções, a formalização de contratos para instalação física e virtual dos comitês dos candidatos e dos partidos. O pagamento de despesas, porém, só pode ser feito após a obtenção do CNPJ do candidato e a abertura de conta bancária específica para movimentação financeira de campanha e emissão de recibos eleitorais.

Segundo o calendário das eleições de 2018, a partir de quarta-feira (25), a Justiça Eleitoral poderá encaminhar à Secretaria da Receita Federal os pedidos para inscrição de candidatos no CNPJ. A partir dessa data, os partidos políticos e os candidatos devem enviar à Justiça Eleitoral, para divulgação na internet, os dados de arrecadação para financiamento da campanha eleitoral, observado o prazo de 72 horas após o recebimento dos recursos.

Nas convenções nacionais, o PSL, o PDT e o PSC não escolheram os candidatos a vice. Caberá à direção nacional do PDT articular as alianças para o primeiro turno das eleições e o vice de Ciro Gomes. O PSC vai buscar um vice que agregue apoios, mas o candidato demonstrou disposição de ter uma mulher na sua chapa. No PSL, o nome forte para compor a chapa de Bolsonaro é o da advogada Janaina Paschoal, que participou da convenção ao lado do candidato a presidente.

O PSOL formou uma chapa puro sangue: Sônia Guajajara será a candidata a vice de Boulos. O partido, no entanto, disputará as eleições de outubro coligado com o PCB, que realizou convenção na última sexta-feira e aprovou a aliança. O PSTU optou por não fazer coligações. O vice de Vera Lúcia será Hertz Dias.

O PMN e o Avante realizaram ontem convenções nacionais e decidiram não lançar candidatos a Presidência da República. Na convenção, o Avante decidiu dar prioridade à eleição de deputados federais: terá uma chapa com cerca de 80 nomes e pretende eleger pelo menos cinco. O Avante não definiu se apoiará algum candidato a presidente no primeiro turno. O PMN decidiu dar apoio a nenhuma chapa nas eleições presidenciais.

No próximo sábado (28), devem reunir-se SD, PTB, PV, PSD e DC.(AGÊNCIA BRASIL)

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DEPUTADOS AUTORIZAM ENTREGA DO PRÉ-SAL

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Deputados aprovamentrega do pré-sal

O golpe continua a todo vapor e, nesta quarta-feira 20, a base do governo Michel Temer aprovou o projeto de lei que permite à Petrobras transferir até 70% de seu direito de exploração de 5 bilhões de barris de petróleo na área de cessão onerosa.

Leia abaixo reportagem da Agência Câmara:

Deputados aprovam permissão para Petrobras negociar áreas do pré-sal; falta votar destaques

Após a rejeição de requerimentos protelatórios, o Plenário aprovou, por 217 votos a 57 e 4 abstenções, a proposta que permite à Petrobras transferir até 70% de seu direito de exploração de 5 bilhões de barris de petróleo na área de cessão onerosa.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE) para o Projeto de Lei 8939/17, do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA).

A matéria também disciplina critérios para a revisão do contrato de cessão onerosa entre a União e a Petrobras.

Os deputados debatem, agora, os destaques apresentados ao texto. O primeiro deles é do PSB e pede aprovação de emenda do deputado Tadeu Alencar (PSB-PE) prevendo a proibição de a Petrobras transferir áreas com unidades de produção contratadas e construídas pela empresa até 31 de dezembro de 2018.

Brasil 247

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