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MUNDO

Chefe da CIA anuncia fim da ‘política branda’ em relação à Rússia

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O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), Mike Pompeo, declarou nesta quarta-feira (12) o fim da ‘política branda’ em relação à Rússia, mas observou que os esforços diplomáticos continuariam.

“A Rússia continua a agir de forma agressiva, viabilizada por anos de política branda em relação a essa agressão. Agora isto acabou. A lista de ações da nossa administração para aumentar o custo para Vladimir Putin é longa”, disse ele em um depoimento por escrito pro Congresso.

“As ações desta administração deixam claro que a estratégia de segurança nacional do presidente [Donald] Trump, por direito, identificou a Rússia como um perigo para nosso país. Nossos esforços diplomáticos com a Rússia serão desafiadores, mas como em casos anteriores de confrontação com Moscou, eles devem continuar”, acrescentou.

Anteriormente, os EUA revelaram novas sanções contra a Rússia, atingindo 38 indivíduos e entidades russas. A embaixada russa nos Estados Unidos disse que as sanções foram outro golpe nas relações bilaterais, acrescentando que as sanções vão prejudicar milhares de cidadãos russos que fazem parte dos negócios que sofreram restrições.

O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, disse mais tarde que a Rússia se reserva o direito de responder às novas sanções norte-americanas.

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MUNDO

A “renúncia” de Cristina Kirchner e o novo tabuleiro político argentino

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A "renúncia" de Cristina Kirchner e o novo tabuleiro político argentino

A “renúncia” de Cristina à candidatura presidencial é um acontecimento inédito. E não porque tenhamos esquecido de outra renúncia, essa sim de verdade, de Eva Perón, mas porque pela primeira vez um candidato a vice-presidente anuncia quem será o primeiro na chapa.

Um indicativo claro de onde está a fonte de poder. Um olhar superficial faz lembrar o bordão “Cámpora ao governo, Perón ao poder”, ficção que não durou nem dois meses e que acabou em um golpe palaciano, desalojando a ala mais radicalizada do peronismo.

Desta vez os fatores se inverteram: um moderado como Alberto Fernández estaria sob a pressão do kirchnerismo duro e de um possível putsch. Já tentaram essa experiência com a chapa Daniel Scioli presidente – Carlos Zannini vice, e comissário político, mas Macri a venceu A “renúncia” apresenta peculiaridades.

A primeira é que a chapa Alberto Fernández-Cristina Fernández (de Kirchner), foi anunciada a pouco mais de um mês do vencimento do prazo legal.

A presença do ex-chefe de Gabinete de Néstor Kirchner é, claramente, uma presença negociadora para unificar o peronismo.

É um convite para a grande primária do Partido Justicialista com todos dentro, como, por exemplo Sergio Massa, que Alberto várias vezes tentou fazer com que voltasse a trabalhar com Cristina.

Significa também que Cristina sabe que pode ganhar, mas sabe que terá que governar com um mundo político-financeiro hostil e com uma situação difícil para seus gostos políticos. Prefere que seja outro o responsável por essa dura tarefa.

Mas a chapa AF-CFK também poderia fazer parte da negociação global em que a situação judicial de Cristina estaria sobre a mesa.

Alberto se encarregou de mostrar que quatro juízes da Suprema Corte de Justiça tentariam frear o julgamento por corrupção que começa na terça-feira. Essas “garantias” tornariam mais fácil a negociação de um ticket no qual -inclusive- a senadora não apareça.

Cristina também tem razões personalíssimas para dar esse passo, com sua filha Florencia em um virtual exílio em Cuba.

Nesta semana, o governador da províincia de Córdoba, Juan Schiaretti, começará a fazer valer o peso de sua reeleição quando se encontrar com Sergio Massa, Juan Manuel Urtubey e Roberto Lavagna.

O peronismo alternativo tinha um peso com a polarização entre Cristina e Macri. Agora, alguns governadores comprometidos com esse setor poderiam esgrimir uma desculpa para desertar.

Aparentemente, no entanto, o terceiro setor tentará competir, embora persistam incógnitas em relação a Massa.

O governo, contudo, considera que houve gatopardismo (mudar algo para que nada mude). Argumenta que a jogada de Cristina como vice aconteceu porque ela tem um teto eleitoral que não consegue perfurar.

Outros, porém, sugerem que haverá movimentos no lado de Macri, se ele resolver que outra pessoa jogue esta partida eleitoral. Uma mudança muito difícil, mas não impossível.

Ricardo Kirschbaum é diretor de redação do Clarín.

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MUNDO

Presidente Nicolás Maduro pede que o FANB mantenha o sindicato em defesa do país

O presidente da Venezuela denunciou que as ações de golpe da direita venezuelana são organizadas a partir dos Estados Unidos.

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O presidente da  Venezuela , Nicolás Maduro, pediu quinta-feira às Forças Armadas Nacionais Bolivarianas ( FANB ) para a coesão, para a defesa da Constituição , democracia e paz.

“Antes que o mundo é FANB tem que dar uma lição de história neste momento que em Venezuela não é um consistente, legais, forças armadas coesos, unidos como nunca antes derrotando tentativas de golpe de traidores que venderam dólares Washington , ” disse o Chefe de Estado.

Durante uma estação de rádio e televisão conjunta, o presidente recordou os valores que levaram à fundação das forças armadas do país sul-americano e destacou a lealdade dos soldados venezuelanos.

https://twitter.com/NicolasMaduro/status/1123892609422954497

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Ambulâncias com 10 venezuelanos feridos estão a caminho de Boa Vista

Duas ambulâncias, com 5 venezuelanos feridos em cada veículo, estão a caminho da cidade Boa Vista, capital de Roraima, na tarde desta sexta-feira (22).

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Ambulâncias com 10 venezuelanos feridos estão a caminho de Boa Vista

Agência Sputink – Os dois veículos seguiram primeiro para o Hospital Délio Tupinambá, o único de Pacaraima, mas depois saíram com destino ao Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, a 215 km da fronteira. 

Em entrevista à Sputnik Brasil, Ivani de Moraes afirmo, técnica de enfermagem do hospital de Boa Vista, os dois veículos carregam 10 indígenas venezuelanos feridos, 5 em cada veículo.

Segundo o jornal Washington Post, na manhã desta sexta-feira, um comboio militar se aproximou de um ponto de controle próximo a uma comunidade indígena na vila de Kumarakapai, perto de uma das vias que ligam os dois países.

Quando um grupo de pessoas tentou bloquear a passagem do comboio, os soldados abriram fogo, ferindo ao menos 22 pessoas e deixando 2 mortos. O governo de Nicolás Maduro não confirma que houve o conflito. As informações, até o momento, foram dadas pela imprensa internacional e por políticos de oposição.

A fronteira entre Venezuela e Brasil está fechada desde a noite de quinta-feira (21). No entanto, a Guarda Nacional permitiu a passagem das duas ambulâncias com os feridos para que eles fossem atendidos no Brasil.

De acordo com a Reuters, alguns indígenas haviam expressado apoio aos planos da oposição venezuelano de permitir a entrada de ajuda humanitária na Venezuela. Maduro justifica que a entrada de ajuda humanitária seria uma espécie de disfarce para facilitar uma intervenção dos Estados Unidos e ordenou aos militares que impeçam a entrada dos mantimentos.

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