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Câmara analisa PEC que cria distritão e financiamento público

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EBC – Na próxima terça-feira (22), o plenário da Câmara dos Deputados deverá analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/03, que trata da reforma política e prevê um novo sistema para eleição de vereadores, deputados e senadores, o chamado”distritão”, e também a criação de um fundo com dinheiro público para financiar campanhas eleitorais.

A PEC 77/03 será discutida como pauta única do plenário, em sessão marcada para começar as 13h. Estarão em votação o texto-base, que ainda não tem consenso da maioria dos parlamentares.

Na última tentativa de votação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou ao considerar o quórum de parlamentares presentes baixo. Além do texto-base, 14 destaques também serão analisados.

Pelo sistema “distritão”, serão eleitos os vereadores e deputados (estaduais e federais) mais votados, como ocorre atualmente na escolha de prefeitos, governadores e presidente da República. Não será considerada a proporcionalidade do total de votos recebidos pelos partidos e coligações.

A ideia divide opiniões dentro do Congresso. Várias propostas alternativas têm sido levantadas, como outro modelo, apelidado de “distritão misto”, que seria uma combinação de voto majoritário no candidato e voto em legenda, ou seja, os eleitores poderiam votar em candidatos ou no partido nas eleições para deputados estadual e federal.

O relator Vicente Cândido (PT-SP) disse à Agência Brasil que ainda não há acordo em torno de nenhuma proposta. Líderes da oposição prometem tentar barrar qualquer tentativa de aprovação dos modelos majoritários para as eleições de cargos do Legislativo.

A indefinição pode arrastar ainda mais a tramitação da reforma política na Câmara. A expectativa é que a discussão, prevista para esta terça-feira, se arraste por mais de uma sessão.

21Fundo para campanhas eleitorais

A PEC prevê ainda o financiamento das campanhas eleitorais com dinheiro público por meio da criação do Fundo Especial de Financiamento da Democracia. O relator justifica que diante do contexto de investigação do uso de recursos não contabilizados nas campanhas das últimas eleições, a utilização de recursos públicos poderia dar mais transparência para o processo eleitoral.

O tema do financiamento público também gerou polêmica, principalmente depois da definição de que o fundo seria composto por 0,5% da receita líquida calculada no período de um ano do Orçamento da União, o que corresponderia hoje ao valor de R$ 3,6 bilhões.

Apesar de ter sido aprovado na comissão especial que analisou a PEC 77, líderes partidários e o próprio relator já adiantaram que a proposta pode sofrer alterações em plenário, como a redução do valor para R$ 2 bilhões ou até a retirada total para definição futura pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso.

A proposta prevê ainda acabar com a vitaliciedade dos cargos de ministros do Poder Judiciário, instituindo para os juízes das Cortes o mandato de dez anos.

Comissões

Além da PEC 77, que irá para análise do plenário da Câmara, comissões da Câmara estão analisando outras propostas, que fazem parte do pacote da reforma política, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 282 – que trata do fim das coligações partidárias para eleições proporcionais, estabelece normas sobre fidelidade partidária e acesso dos partidos políticos aos recursos do fundo partidário. A reunião para discutir o tema será na Comissão Especial, na terça-feira (22).

A relatora, deputada Sheridan (PSDB-RR), prevê a formação da federação de partidos que tenham o mesmo programa ideológico no lugar das coligações partidárias que vigoram atualmente. O substitutivo estabelece ainda que não há obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal.

Outro ponto é a perda do mandato em caso de desfiliação partidária, inclusive para suplentes e vice-presidente, vice-governador ou vice-prefeito. A deputada propõe que este ponto, se aprovado, já deve valer a partir do resultado das eleições do ano que vem.

Para que as mudanças sejam válidas para as eleições do ano que vem, devem ser aprovadas pela Câmara e Senado até 7 de outubro.

Agenda da Câmara

Ainda na terça-feira, às 19h, haverá sessão do Congresso Nacional para analisar vetos do presidente Michel Temer em sete projetos de lei. Além disso, há previsão de reunião da Comissão Mista de Orçamento (CMO) com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para discutir o projeto de mudança da meta fiscal.

Na sessão plenária de quarta-feira (23), estão previstas as análises de duas medidas provisórias de caráter econômico. Os instrumentos tratam do parcelamento da dívida previdenciária dos estados e municípios (MP 778/17) e a medida que institui um novo programa de regularização tributária, o Refis (MP 783/17).

 

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Relações gramaticais nas manchetes de uma fraude eleitoral: modo de usar

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GGN – A melhor maneira de catar manipulação ou enviesamento numa manchete é observar as relações gramaticais que ela estabelece na oração, que trazem a linha de como ela vai contar a história.

Quem é o sujeito? Que tipo de sujeito é? Humano? Animado? Inanimado?  É uma coisa/ideia? Qual é o verbo que esse sujeito aciona, e que outros tipos de sujeitos podem acionar esse verbo? E o complemento pra sujeito e verbo, qual é? Quem é complemento pode ser sujeito? Como e por quê? Qual a ordem dos constituintes na frase? Qual o tópico pragmático de cada frase? Por que tais escolhas pragmáticas?

(Não custa aqui deixar claro que esta autora entende como fato que o sujeito Folha de São Paulo acionou o verbo denunciar que pediu os complementos “o presidenciável do PSL por abuso de poder econômico e político”: A Folha de São Paulo denunciou [em matéria de capa] o presidenciável do PSL por abuso de poder econômico e político. Tudo o que aconteceu depois disso foi consequência. A primeira a acionar o verbo foi a Folha – um sujeito de perfil institucional, diga-se.)

Isto posto, vamos aplicar a lista de perguntinhas do segundo parágrafo às manchetes de hoje sobre o Zapgate / Roger Whats / Lavazap (ainda não escolhi qual o melhor nome pra batizar o ocorrido. Na dúvida, uso todos. Desculpem.)

Vamos começar pela acionadora de verbos de ontem, a Folha, que traz na capa:

  1. Bolsonaro nega controlar uso ilegal de redes sociais

Temos um sujeito humano (estou no campo da semântica, não da política) que acumula a função pragmática de tópico, ou seja, é o assunto da frase. É de Bolsonaro que vamos falar, é ao redor dele que tudo vai girar. Bolsonaro aciona um verbo de semântica negativa (negar) que pede um complemento, no caso uma segunda oração (controlar uso ilegal de redes sociais). Pra quem se esqueceu da dica da tia Maricota na escola, um verbo = uma oração.

Nessa segunda oração temos um detalhezinho que escapa aos olhos mas não à compreensão: o que Bolsonaro nega é controlar o uso ilegal de redes sociais. Ele não nega nem a existência nem a ilegalidade do uso das redes sociais. Ela apenas nega o controle.

Vamos acompanhar agora Globo e Estadão. A começar pelo colega paulistano, que traz a palavra whatsapp numa manchetinha tão pequenininha que eu tive que dar CTRL + no meu navegador para dar zoom e conseguir ler. Vou colocar até a legendinha que acompanha a manchetinha – o diminutivo é pra ser lido com ironiazinha, fazendo o favorzinho.

  1. Campanhas gastam R$ 3 milhões no Whatsapp
    Foram contratados serviços de disparo de até 1 milhão de mensagens de uma só vez e compra de listas de telefones, o que é ilegal. Valor declarado está subnotificado.

Comecemos pelo sujeito. Campanhas. Metonímia que, discursivamente, tem a importante função de mocozar responsabilidades. Seres humanos, legalmente imputáveis, agiram de maneira ilegal, mas aqui não foram identificados. Viraram “campanhas”. A despeito disso, o que mais me chamou a atenção foi o emprego do plural. No segundo turno, equivale dizer que ambos os candidatos agiram ilegalmente (não foi bem isso o que a Folha noticiou ontem, mas deixa pra lá). Também poderia implicar um pouquinho com a preposição (por que “no” whatsapp e não “com o” whatsapp?), mas também vou ignorar. Acordei boazinha hoje, sabe?

Passemos agora à legendinha que segue a manchetinha, que está uma delicinha:

Foram contratados serviços de disparo → por que a voz passiva aqui? Quem contratou? De quem esses serviços foram contratados? Cadê o agente dessa frase? Quem acionou o verbo contratar nesse furdunço? Jornalismo e apuração pra ajudar a reescrever essa legendinha, por onde andam?

Finalmente, a manchete do Globo. Sou obrigada a tirar o chapéu para a malemolência sintático-semântica do diário carioca:

  1. Campanha no whatsapp leva o PT a acionar TSE

Temos uma oração causativa se fazendo de superagente e aumentando a valência do verbo!!! [por favor, pensem naquele desenho do pica-pau das cataratas do Niágara, no momento em que o policial desce no barril e os turistas de capa amarela gritam EEEEE. Obrigada.]

Vamos bem devagarinho aqui.

A frase “original” é: PT aciona TSE. Temos um sujeito (institucional) comandando o verbo acionar, que transita sua ação do sujeito para o objeto direto – daí o nome transitivo direto. O sujeito tem poderes sobre o verbo.

Na manchete final, o sujeito original teve seu poder semântico de comando conduzido / motivado por forças externas. E que forças externas foram essas? A reportagem de um, vá lá, importante jornal do país? Não. Foi “campanha no whatsapp”. Sumiu Bolsonaro, sumiu PSL, sumiu empresário picareta, sumiu prática ilegal, sumiu Folha de SPaulo, sumiu jornalismo, sumiu tudo. Ficou só um troço insípido, inodoro e amorfo chamado “campanha no whatsapp”. Troço esse que tem poderes de comando sobre o PT. Ah, então tá bom!

Agora vocês fiquem aí remoendo tudo o que eu falei que eu preciso me decidir qual o melhor nome pro furdunço: Roger Whats? Zapgate? LavaZap? Oh, dúvida cruel…

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BOMBA: BOLSONARO ADMITE QUE FAZIA SEXO COM ANIMAIS. O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE ISSO? VEJA VÍDEO

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O que diz a Bíblia sobre sexo com animais?

Um vídeo esquecido pela maioria da população e publicado no youtube, revela o falso moralismo do candidato a presidente, deputado Jair Bolsonaro.

O vídeo cai como uma bomba no meio evangélico pela realidade assumida pelo deputado de, na sua época de faculdade, TER FEITO SEXO COM ANIMAIS.

O vídeo foi gravado para um dos quadros do programa CQC, apresentado pela rede Bandeirantes entre os anos de 2008 a 2015.

No quadro, o deputado se submeteu a um detector de mentiras e ao ser informado de que o equipamento contradizia suas declarações, o mesmo assumiu que sim, mentiu ao negar que fazia sexo com galinhas.

No vídeo, Bolsonaro ri, como se o que ele acabara de revelar que fazia – SEXO COM ANIMAIS – em rede nacional, fosse algo comum para a maioria dos jovens estudantes de faculdades.

Bolsonaro ainda fala de agressões a uma menina, ao 12 anos, como se estivesse falando de algo corriqueiro e aceito como natural.

Muitas comunidades evangélicas estão apoiando Bolsonaro, simplesmente, para evitar a vitória do PT.

Veja o vídeo e tire suas conclusões.

 

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CONFIRMADO! BOLSONARO AMARELOU E NÃO VAI A DEBATES NO SEGUNDO TURNO NÃO QUER PASSAR VERGONHA

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O Broadcast da Agência Estado acaba de confirmar que o candidato Jair Bolsonaro do PSL irá usar atestados mPelo édicos para fugir dos debates neste segundo turno das eleições para presidente em 2018.

O primeiro deles estava agendado para acontecer na próxima sexta-feira (12) na Rede Bandeirantes.

Pelo visto, Bolsonaro não quer decepcionar sua horda de seguidores com seu despreparo para encarar adversários olho no olho.

O candidato Bolsonaro prefere continuar alimentando seus seguidores com mensagens via redes sociais, escritas por assessores.

 

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